A acne da mulher adulta afeta entre 20% e 40% das mulheres acima dos 25 anos. Pode ser:
- Persistente: iniciada na adolescência e que continua na vida adulta.
- De início tardio: aparecendo após os 25 anos.
Características clínicas
- Predominantemente inflamatória, costuma localizar-se na região da mandíbula e do queixo.
- Piora frequente no período pré-menstrual.
- Pode deixar cicatrizes e manchas (hiperpigmentação pós-inflamatória).
Causas e fatores de risco
- Na maioria das pacientes, os exames hormonais estão dentro da faixa normal; ainda assim, a acne pode ter comportamento influenciado por hormônios.
- Indícios que sugerem investigação hormonal: sinais de hiperandrogenismo como hirsutismo (aumento de pelos), irregularidade menstrual, queda de cabelo com padrão masculino, presença de acantose nigricans e diagnóstico de síndrome dos ovários policísticos (SOP).
- Fatores de estilo de vida também contribuem: dieta, obesidade, estresse, exposição ocupacional e uso de produtos cosméticos comedogênicos.
Tratamento
O manejo da acne da mulher adulta costuma ser mais desafiador porque a pele frequentemente é mais sensível. Princípios do tratamento:
- Usar produtos suaves, hidratação adequada e cosméticos não comedogênicos.
- Terapia tópica: retinoides, peróxido de benzoíla, antimicrobianos.
- Terapia oral (quando indicada): antibióticos/anti-inflamatório, contraceptivos hormonais, anti-andrógenos como espironolactona. A isotretinoína pode ser opção em casos selecionados.
- Procedimentos dermatológicos: peelings, lasers, microagulhamento podem ajudar na melhora de textura, cicatrizes e manchas.
O tratamento exige paciência, tempo e adesão — os resultados costumam surgir gradualmente.